domingo, 20 de fevereiro de 2011

O que eu espero não dizer e nem sentir futuramente

Então gente, achei o seguinte texto num livro de escola e ele me fez pensar. É lindo.

Instantes

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.

Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.

Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a serio. Seria menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.

Iria a mais lugares aonde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida, claro que tive momentos de alegria.

Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos; não percas o agora.

Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse uma vida outra vez pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo.

Texto é de autoria desconhecida. Alguns, entretanto, o atribuem ao escritor argentino Jorge Luis Borges, e outros, à escritora americana Nadine Star.

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