sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Avesso

Há histórias que começam do fim, do avesso... Desconfio que a nossa seja uma dessas pois, ao invés de nos entendermos no começo e vivermos intensamente cada momento, nos distanciamos, discutimos, brigamos, terminamos e sempre, sempre voltamos.

Desconfio que em alguns dias, meses ou até mesmo anos, vamos viver o início. Aquele comecinho gostoso, repleto de descobertas, paixão, sentimentos felizes e muitas borboletas no estômago, que dessa vez, não voarão para longe de nós.

Tenho essa fé danada na gente. Sempre acredito que se agora não está dando certo é porque o universo reservou todo o certo do mundo para nós... Mas no começo e, como já disse, começamos do avesso...

domingo, 9 de outubro de 2016

Mais um dia. Mais uma noite.

Mais um dia. Mais uma noite. Mais uma briga.
Com ele era assim. Briga atrás de briga, porque eu sempre estava errada. Nunca tinha razão e controle de nada e a culpa era sempre minha.
Em momentos bons, ele até se fazia levemente presente e desconfiava de tanta alegria, achava suspeito me ver tão feliz e logo perguntava, em tom seco, o porquê de eu estar sorrindo.
Em momentos ruins, de puro estresse e tristeza, ele sumia e, antes de sumir, amplificava a situação. Eu estava estressada e não podia contar com ele, pois, como ele mesmo dizia, "a meu, não tenho nada a ver com seu estresse não. Vai cagar". Em momentos tristes não podia contar com ele, pois todos os meus problemas eram fáceis demais e também ele se tornava ausente... Dias sem me dirigir a palavra, dias sem querer saber ou ao menos se importar comigo e meu estado emocional.
E mais um dia, mais uma noite, mais madrugadas chorando e me perguntando aonde ele estaria, o que estaria fazendo e com quem. Quem seria tão mais importante do que eu (uma infinidade de pessoas, aliás, todas as pessoas - do ponto de vista machista e cheio complexo de Deus dele)?
Quando eu estava mal e precisava desabafar, ele sempre estava ocupado ou cansado demais para conversamos. Tinha sempre algo extremamente necessário de ser feito naquele momento, em que eu precisava de alguém (um alguém que eu pudesse chamar de "bem").
Mais um dia, mais uma noite, mais uma manhã abrindo freneticamente a conversa do whats app para ver seu visto por último, que desta vez era 2:40 da manhã.
A dor de se sentir trouxa (mais uma vez) por acreditar na mudança dele toma conta. Todos sabem que "nada de bom acontece depois da meia noite". Eu estava estressada e triste quando ele me mandou pro inferno, alegando não ter nada a ver com meus problemas. Eu estava estressada e triste enquanto ele se divertia com outras, sem ao menos se dignificar em enviar uma mensagem acabando com tudo antes de sair e fazer o que muitos homens adoram fazer - trair.

sábado, 26 de março de 2016

O unilateral não me serve mais

Doação.
Do - a - ção.


Essa palavrinha possui um significado maravilhoso! O gesto de DOAR representa o quanto algo ou alguém vale pra você.


A maioria das pessoas acredita que devemos doar para os mais necessitados e, quando se fala em bens materiais, eu concordo plenamente com isso. Mas quando a doação é pessoal e sentimental, não existe essa de um ter que doar mais que o outro. Não, não... A doação em relacionamentos não pode ser unilateral.


Ambas as partes de um relacionamento devem se esforçar por igual para que o mesmo seja saudável, caso o contrário, uma das pessoas se sentirá menosprezada. E acreditem, eu já senti na pelo o desprezo algumas vezes e sei o quanto dói!


Há quem pense que por amor vale tudo. Que vale abrir mão de si mesmo, que vale abrir mão de amizades verdadeiras, que vale a pena engolir o amor próprio e enterrar a autoestima. Mas não, não vale. Quando se vive uma relação unilateral quanto mais você se doa para a pessoa, menos ela vai se doar pra você. Talvez ela nem perceba, afinal, já está acostumada a ter atenção, carinho e amor sem ter que retribuir de forma semelhante.


Terminar um relacionamento e se afastar de uma pessoa que você ama é muito difícil, pois sempre esperamos ser felizes ao lado de alguém, mas o sofrimento de se comprometer sozinho com algo é muito maior. É desgastante. E quando a situação chega nesse ponto, se faz necessário colocar um ponto final. Não por orgulho ou desistência. E sim por sobrevivência do seu próprio bem estar e amor próprio.


Mesmo que difícil, é necessário terminar relações que lhe fazem mais mal do que bem, afinal, você tem que cuidar bem do seu próprio coração e fazer escolhas que sejam benéficas para ele.

quarta-feira, 2 de março de 2016

O Certo

Sabe aquele cara bem errado que entra na sua vida? Que faz você sofrer, se questionar e chorar frequentemente? Bom, eu já conheci esse cara bem errado. O problema não é ele. O problema (ou solução) é o cara certo. Aquele que todas nós fomos condicionadas a acreditar que aparece depois do cara bem errado.
Eu conheci o cara errado e depois dele, alguns que poderiam ser O Certo, mas nenhum despertava algo em mim... Sabe aquele sentimento que você tem, sem saber que tem? Aquele que fica adormecido em você? Enfim, esses alguns potenciais à vaga de O Certo não despertaram nada assim em mim, não me fizeram ter um vislumbre do futuro... Não consegui imaginar um futuro com eles... Ah, mas O Certo apareceu! No início parecia ser outro erro. Depois da primeira vez que nos vimos não mantivemos contato. E eu o esqueci. Até que alguns meses depois, em uma festa (que eu fui sem ao menos querer ir) o reencontrei. E depois disso, houve vários reencontros e encontros... E como eram e são perfeitos...
A impressão de "outro erro" desapareceu rapidinho e algo em mim foi despertado... O vislumbre de um futuro promissor, a imaginação indo a lugares que nunca havia ido antes... (sabe aquela fantasia que a maioria das meninas tem, de se verem vestidas de noiva? Geralmente a imaginação fica só na noiva, mas eu consegui pela primeira vez na vida ver o rosto do noivo... E cara, era ele.).
Tudo estava indo bem, ambos com esperanças de algo, até que o destino, Deus, coincidência, acaso, azar, karma, macumba -chamem como quiserem- acabou por fazer acabar algo que mal havia começado. Uma oportunidade boa para ele, que o leva para longe de mim. Mais de 500km e uma pessoa sem interesse ou com muito medo de tentar algo a distância (não, essa pessoa não sou eu).
A sensação é uma: Derrota com gostinho de perda. A perda do O Certo, aquele que aparece depois que você conhece O Errado.
Noite passada tive uma conversa com Deus, que eu não tinha ha algum tempo... Dessa vez não pedi para que Ele tirasse ele do meu coração. Não pedi para esquecer. Pedi para que de alguma forma nossos caminhos continuassem juntos. Pedi para que a minha vontade e meu vislumbre de futuro fossem o mesmo que o Dele. Pedi, pela primeira vez em muitos anos que meu desejo prevalecesse. E que fosse abençoado. Ainda peço e sinto que sempre pedirei e que se por ventura meu pedido não for atendido, sempre verei esse cara como O Certo simplesmente por ter despertado algo em mim que eu nem sabia que existia.