domingo, 9 de outubro de 2016

Mais um dia. Mais uma noite.

Mais um dia. Mais uma noite. Mais uma briga.
Com ele era assim. Briga atrás de briga, porque eu sempre estava errada. Nunca tinha razão e controle de nada e a culpa era sempre minha.
Em momentos bons, ele até se fazia levemente presente e desconfiava de tanta alegria, achava suspeito me ver tão feliz e logo perguntava, em tom seco, o porquê de eu estar sorrindo.
Em momentos ruins, de puro estresse e tristeza, ele sumia e, antes de sumir, amplificava a situação. Eu estava estressada e não podia contar com ele, pois, como ele mesmo dizia, "a meu, não tenho nada a ver com seu estresse não. Vai cagar". Em momentos tristes não podia contar com ele, pois todos os meus problemas eram fáceis demais e também ele se tornava ausente... Dias sem me dirigir a palavra, dias sem querer saber ou ao menos se importar comigo e meu estado emocional.
E mais um dia, mais uma noite, mais madrugadas chorando e me perguntando aonde ele estaria, o que estaria fazendo e com quem. Quem seria tão mais importante do que eu (uma infinidade de pessoas, aliás, todas as pessoas - do ponto de vista machista e cheio complexo de Deus dele)?
Quando eu estava mal e precisava desabafar, ele sempre estava ocupado ou cansado demais para conversamos. Tinha sempre algo extremamente necessário de ser feito naquele momento, em que eu precisava de alguém (um alguém que eu pudesse chamar de "bem").
Mais um dia, mais uma noite, mais uma manhã abrindo freneticamente a conversa do whats app para ver seu visto por último, que desta vez era 2:40 da manhã.
A dor de se sentir trouxa (mais uma vez) por acreditar na mudança dele toma conta. Todos sabem que "nada de bom acontece depois da meia noite". Eu estava estressada e triste quando ele me mandou pro inferno, alegando não ter nada a ver com meus problemas. Eu estava estressada e triste enquanto ele se divertia com outras, sem ao menos se dignificar em enviar uma mensagem acabando com tudo antes de sair e fazer o que muitos homens adoram fazer - trair.